domingo, 20 de junho de 2010

Este poema é bem bacana

INSÔNIA

Duas horas da manhã
E eu acordado
Levanto-me da cama
E vou até a cozinha
Meu gato se irrita
Vou ao banheiro
E esvazio a bexiga
O rádio está ligado
A janela aberta
O vento gelado
Os olhos abertos
O tempo parado
A realidade está aí
Impetuosa poderosa
Soberana, não me deixa dormir
Um sono tranqüilo
Um noite gostosa
Três horas da “matina”
E eu ainda acordado
A escuridão interna
Lá fora o grilo grita
Grita por socorro
A noite está acabando
Os olhos abertos
A cortina fechada
O vento soprando
Uma brisa gelada
Meu corpo está frio
Sobre a cama em chamas
Todos dormem, sonham
Meu gato ronca
Meus olhos balançam
Não se fecham
A insônia é barata
A vida está fraca
A sede impera
A tempo agora passa
Passa rápido não espera
O sono chegar
A insônia é perversa
De domingo para segunda
Domina até acabar
A noite que acabou de passar
Já está claro
E meus olhos vermelhos
Ardem e o sono chega
Mas tenho de ir agora
Não posso ficar
Estou com sono, mas irei embora
O dia inteiro ficarei sonolento
Fechando os olhos diante do dia
Claro e vivo
Os olhos ignoram
A essência da luz
Insônia chata
Diante de uma proposta barata.

Clayton Rocha®

Nenhum comentário:

Postar um comentário